quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Resumo do texto: “Afinal, o que é cultura?” (Aula 20/09/2011)


“Afinal, o que é cultura?” In: SOUSA, Antonio Lindvaldo. Temas e História de Sergipe I. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2007. pp. 39-45

Resumo do texto: “Afinal, o que é cultura?” (Aula 20/09/2011)

Por: Silvia Maia de Oliveira

O texto: “Afinal, o que é cultura?”, do professor Dr. Antônio Lindvaldo Sousa, aborda sobre o conceito de cultura. O referido artigo é composto por: Introdução, na página 40; O que é cultura? na página 41; Conclusão e Resumo ambos, na página 44 e Atividades e Referências, na página 45. O autor utilizou 5 imagens ilustrativas.
Inicialmente Sousa coloca a seguinte citação encontrada na página 40, de Pero Magalhães de Gândavo e de Gabriel Soares de Souza, “os índios são bárbaros. Eles não têm religião, regras morais, leis e rei”. O autor explica essa visão etnocêntrica destes referidos portugueses, de que existem dois modos de ser gente, “um, dos índios, considerados ‘sem fé, sem lei, nem Rei’ e o outro, do ‘Velho Mundo’, o dos portugueses, daqueles que têm a fé, a lei e o rei” (2007, p.40). E em seguida, Sousa faz a seguinte indagação, mas afinal, o que é cultura?
No tópico que discute o título do artigo, o autor menciona alguns exemplos de diferentes culturas, como por exemplo, é proibido comer carne na Índia e da mesma maneira comer carne porco para judeus e muçulmanos. Segundo Sousa, “tais comportamentos podem ser estranho para nós, da mesma maneira que comer carne desse animal soa como um sacrilégio para os indianos”. (2007, p. 41). É necessário respeitar outras culturas.
Em outra abordagem, Sousa informa que, “somos animais construtores do nosso mundo, da nossa cultura”. (2007, p. 41). Ou seja, o ser humano produz sua própria cultura. O autor expõe uma interessante colocação de que, “o homem, diariamente, produziu artefatos, símbolos, rituais e sociabilidades. Todavia, nem sempre essa produção é funcional no sentido de atender às necessidades básicas de sobrevivência”. (2007, p. 42).
Nesse sentido, de acordo com Sousa, cultura, “é compreender o fazer social dos indivíduos de ‘carne e osso’, sua experiência cotidiana, onde vários artefatos materiais e imateriais são produzidos. Assim, os homens do Velho Mundo estavam cumprindo sua cultura na medida em que identificavam os índios como bárbaros de acordo com o seu fazer social. Da mesma forma, os considerados bárbaros não eram bárbaros. Tinham também um modo de fazer social com seus respectivos artefatos materiais e imateriais. Esses modos de ser diferente do ser humano é o que denominamos de cultura”. (2007, p. 43).
O autor conclui o texto, mencionando que cada povo tem seus próprios valores, crenças, saberes, festas, história, e a soma disso representa os seus traços culturais, que se manifestam nos “modos de ser”. Desse modo, é fundamental para o historiador respeitar às diferenças, para que não haja preconceitos à imparcialidade do profissional de história. Pois, cada povo tem sua cultura, e é necessário compreendermos o modo de ser de cada comunidade dentro do seu tempo e espaço.

Resumo do texto: “Pela possibilidade de uma nova história dos ‘outros’” (aula 20/09/11)


“Pela possibilidade de uma nova história dos ‘outros’”. In: SOUSA, Antonio Lindvaldo. Temas e História de Sergipe I. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2007. pp. 13-33

Resumo do texto: “Pela possibilidade de uma nova história dos ‘outros’” (aula 20/09/11)

Por: Silvia Maia de Oliveira

O texto, “Pela possibilidade de uma nova história dos ‘outros’”, do professor Dr. Antônio Lindvaldo Sousa, aborda sobre a história escrita, conhecida por historiografia. E o mesmo está dividido em quatro subtópicos, entre eles estão: “Pela Possibilidade de uma Nova História dos ‘Outros’”; “Uma história ainda a se fazer”; “Os ‘Heróis’ ainda invadem uma certa historiografia” e, “Possibilidade de uma outra história...”. Além disso, Sousa acrescentou dois textos, são eles: “Texto 1: A História Cultural de Carlo Ginzburg” e o texto 2, intitulado: “A História Local” e dividido em: Resumo; Introdução; Valorização da História Local; Ex Locus Et Mundi; Conclusão e Referências. O autor indicou o filme: “O Fim e o Princípio”, com direção de Eduardo Coutinho. Para compor o artigo, Sousa utilizou 34 referências bibliográficas.
Inicialmente, Sousa expõe a citação do professor José Calasans Brandão da Silva, mencionando sobre o amplo campo para o estudo da história de Sergipe, referindo que, “certas áreas do saber histórico jamais foram desvendadas, outras, apenas mui rapidamente olhadas”, (2007, p. 13). O que pode ser observado sobre a História de Sergipe, os estudos realizados geralmente, são em artigos acadêmicos, monografias, dissertações de mestrado e doutorado. Segundo Sousa, “a nossa história de Sergipe ainda se pauta prioritariamente pela história política institucional e econômica” (2007, p. 14).
Nesse sentido, o autor chama a atenção para outras e novas abordagens referentes à Sergipe, “na temática da cultura negra, indígena e dos mestiços, por exemplo, há menos produção e muitas janelas para serem abertas. O cotidiano dos homens e mulheres brancos e pobres são citados nos temas mais gerais de História de Sergipe, aparecendo mais como dados estatísticos ou notas secundárias a um tema central. Da mesma maneira, pouco se estudam os sujeitos anônimos de nossa história”. (2007, p. 15). Além disso, os historiadores devem ampliar o campo da historiografia com novos objetos de estudos, com novas abordagens.
O tópico seguinte, “Os ‘heróis’ ainda invadem uma certa historiografia”, refere-se à priorização do estudo referente aos “grandes homens”, privilegiando sujeitos da classe dominante, mencionados em jornais sergipanos. Para Sousa, “homens e mulheres comuns praticamente inexistem. Alguns comuns aparecem como ajudados pelos heróis. Assim, esses escritores desejam que o presente relembre o passado do homem herói, digno de um lugar privilegiado na história”. (2007, pp. 17-18).
Em, “A possibilidade de uma outra história...”, o autor aborda, que a história do cotidiano, dos personagens anônimos, se perdem por esquecimento do historiador do que por efetiva ausência de documentação. No entanto, a historiadora Maria Thétis Nunes, utiliza em sua historiografia sobre temas concernentes à Sergipe, em suas influentes obras, “Sergipe Colonial I e II”. A referida autora menciona sobre ”o índio na formação sergipana”. Felisbelo Freire é outra referencia para a historiografia sergipana em suas obras, “História de Sergipe” e “História Territorial em Sergipe”.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Seminário: Fontes Históricas: Registros paroquiais e civis, dia 15/09/11


Olá galerinhaa, mais uma postagem de relatório, da disciplina Temas e História de Sergipe I, ministrada pelo prof. Dr. Antônio Lindvaldo Sousa. A última apresentação da I Unidade foi realizada na Did. 3, sala 110, no dia 15/09/2011, às 19h30. O tema do seminário, “Fontes Históricas: registros paroquiais e civis”, os integrantes: Bruna Mota, Denilza Viana, Irineu Teixeira, Nathália Andrade e Tamires Ferreira. Os recursos utilizados: apresentação oral, data-show, vídeo e folder.
A discente Bruna, foi quem abriu o seminário, apresentou o tema e o vídeo. Os registros paroquiais passaram a ser obrigatórios no Brasil em 1707, onde eram feitas estatísticas, densidade demográfica, mortalidade, nascimento, óbito, nome, pré-nome, filiação, nacionalidade, etc. Lembrando que em todos os registros paroquiais havia a assinatura do sacerdote. Esse tipo de registro era de extrema importância para a sociedade porque ainda não existia o registro civil. Além disso, esse tipo de fonte oferece ao historiador uma gama de informações para diversos tipos de análises, acerca do documento.
Já em 1888, os registros civis passam a ser obrigatórios no Brasil, no entanto, o registro paroquial tinha maior importância. Informações como, cor da pele, data de nascimento, horário, filiação, etc., constavam nos registros civis.
Outra componente do grupo, Tamires, informou que a pesquisa para compor o seminário estava voltada a partir do século XX, abordando o método de reconstituição de família, por Fleury Henry, contendo dados sobre quantos nasceram, morreram, etc.
A discente Nathália abordou sobre os diários pessoais, como sendo uma fonte histórica, reconhecida pela História Cultural em 1880. Para a realização desse tipo de fonte é imprescindível ao historiador certo cuidado, pois existem diversos fatores para quem escreve e para quem lê. A sensibilidade está no cerne da História Cultural, que se propõe a trabalhar com as formas pelas quais os homens representam a si próprios e ao mundo. Muito interessante a abordagem.
A aluna Denilza mencionou sobre o cuidado do historiador em seu estudo, mencionando o estudioso Roger Chartier. O profissional de história deve analisar e comparar as fontes escritas, para haver legitimidade com as fontes analisadas.
Finalizando a apresentação, o discente Irineu, abordou os diários pessoais como uso de pesquisa como fonte histórica. O diário pessoal é uma escritura de dentro, onde os sentimentos, as sensações internas afloram. O Irineu lançou aos alunos a questão de que se o historiador estudar um diário pessoal é invasão de privacidade? Fica a reflexão!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Relatório de visita ao Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju


Galeraaaa segue o relatório da visita ao Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju, vinculado a Funcaju (Fundação Municipal de Cultura e Turismo). 

O grupo formado por: Abrahão Barbosa, Adriana Fonseca, Erick Matos, Fidel Santos e Silvia Maia, realizaram a visita  no dia 01 de setembro do corrente ano, às 14h. Fomos recepcionados atenciosamente pela Dona Lucenira Sampaio gerente de gabinete, é funcionária há 25 anos, e nos explicou tudo sobre a Instituição. 
Histórico e acervo:

A partir da lei municipal 1.300, o Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju foi criado em 8 de outubro de 1987, e fundado por Jackson Barreto. O projeto para a criação do mesmo foi elaborado por Wellington da Mota Paixão e inaugurado no governo do Almeida Lima. Em 1990, na gestão deste último, houve uma reforma no prédio para melhorar o espaço para guardar toda a documentação existente em seu acervo, constituído por diários oficiais, periódicos, fotos e documentos administrativos. A primeira gestão foi em 1986, com a Jussara Madureira Rabello. Antes de o prédio ser Arquivo, funcionou no local como uma escola, José Conrado de Araújo, posteriormente, uma escola de artes. 
Existe uma biblioteca no Arquivo referente a cidade de Aracaju, desde a sua fundação, até os dias de hoje. No acervo de fotografia existem quase 8.000.
A Dona Lucenira explicou que toda documentação administrativa vai para um Arquivo Intermediário e depois de certo tempo é repassado para o Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju, que é um Arquivo Morto, um arquivo permanente.
Nesse sentido, os documentos que chegam ao referido arquivo passam por um processo de higienização. Inicialmente recolhe-se o documento, em seguida são higienizados, retirando toda a poeira, os cordões, depois são classificados e são empacotados (pacotilhas) e em seguida são identificados e separados. Durante o processo são utilizadas máscaras, luvas e óculos de proteção contra bactérias existentes nos documentos. Depois disso, os documentos são trazidos para o acervo e são liberados para a pesquisa. Porém, faltam outros materiais de higienização.
A Dona Lucenira disse que, dependendo alguns documentos ficam muito tempo no Arquivo Intermediário, mais ou menos de 10 a 20 anos. O referido Arquivo antes de ser vinculado à Funcaju Municipal de Cultura e Turismo pertencia à Secretaria Municipal de Cultura. E também nos informou que na referida fundação existe um Arquivo de Apoio, e a cada 4 anos, a partir da nova administração os documentos são trazidos novamente ao Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju.
Segundo a Dona Lucenira, aumentaram o número de pesquisas entre escolas e universidades. É feito um levantamento sobre os assuntos que serão pesquisados, para facilitar, já que o acervo é composto por muitos materiais. Além disso, desde o início de 2011, existe o processo de digitalização dos documentos, o que é bastante útil.
A Dona Lucenira, disse que o espaço do Arquivo é muito restrito e existem documentos que não podem ser arquivados e alguns acabam sendo descartados, principalmente os periódicos, desde 2010. A atual diretora da Instituição é Virgínia Bispo da Silva que está no cargo por volta de 2 anos. Constituindo a décima primeira gestão do Arquivo Municipal.

O principal objetivo do Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju é receber pesquisadores para a consulta de diários oficiais, periódicos, fotografias e plantas da cidade. Atualmente, no Arquivo, trabalham 12 pessoas, 6 estagiários e 6 funcionários.

Horário de Funcionamento:


O horário de funcionamento do Arquivo Público Municipal da Cidade de Aracaju é de segunda à sexta, de 8h às 17h e está localizado na Avenida Hermes Fontes, 399, no Bairro São José. O telefone é: 3179-1381.